quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Utilidade Pública


O melhor presente para ganhar/comprar em qualquer data.
Garantam já o de vocês!
Beijos.

O que vem depois do "The End"?

Hoje estive pensando no tempo que passei sem postar: seis meses. Tanta coisa aconteceu neste período, tantas mudanças, algumas pequenas, outras grandes, mas todas significativas. Algumas vezes eu sinto que me falta capacidade para administrar tudo, sinto não caber em mim, por isso em determinados momentos busco refúgio na paz que sinto quando não estou centrada em mim mesma, mas sim nos outros. Não acho que isso seja um tipo de fuga, acho apenas que é bom olhar em volta sem o compromisso de pensar e logo ter que emtir alguma opinião a respeito seja lá do que for.
Mas as pessoas querem isso: opiniões. Sempre tive as minhas, geralmente fortes e precisas, mas hoje me perguntei algo que não sei responder, não sei aclarar, enfim, me deixou em dúvida.
O que há de tão misterioso e perigoso na felicidade?
Acredito, fortemente, que se tem medo dela, seja por não se julgar merecedor ou por se ter uma certa vocação (uma relação obscura com toques de prazer) para o sofrimento.
Existem algumas pessoas que são assim, passam a vida buscando e falam, alardeiam que querem e merecem ser felizes. Será mesmo que essas pessoas conhecem o conceito de felicidade? Será que ele existe de uma forma universal ou cada um formata para si um estilo e assim o segue? Independente do molde, da forma, acho que existe um ideal bonito de se pensar.
Uma realização ampla, em todos os aspectos da vida e a certeza mais plena de que se fez as escolhas certas nos momentos oportunos. Acredito que isso seja felicidade, mas não entendo o motivo de simplesmente algumas pessoas não aceitarem o "ser feliz".
Seria um final antes do fim? O "felizes para sempre" aparece nos finais dos filmes, de novelas, de minisséries, mas não dá para ter uma noção do que realmente acontece depois daquilo. Não nos ensinaram isso nos contos de fadas, o que realmente acontece depois do famoso "the end". Acredito que o mistério nos encante e assim não damos brecha para a realidade, deixamos de pensar como o príncipe odeia a Branca de Neve rodeada daqueles anões infernais o dia inteiro. Muito menos imaginamos a fixação que a Cinderela desenvolveu por sapatos. Incomum seria saber que na realidade o Príncipe da Bela Adormecida coloca um calmante natural no suco que ela toma toda a noite, pois já não sente por ela o mesmo desejo de antes e que a Fera acha intimamente que a Bela engordou depois que teve 6 filhos, mas tem medo de pedir que ela malhe, já que é muito geniosa. Pior ainda é o Aladdin não entender que a Jasmine adora o trabalho que faz e não tem mais tanto tempo para passear com ele no tapete mágico. Essas coisas não nos mostram, pois provavelmente se não fossem contos de fadas existiriam. A realidade jamais será completamente feliz, perderia a tal magia.
Mas ainda assim tem gente que tem vocação para sofrer, que não acha que está pronto para poder viver uma história bacana, legal e feliz. Acho que a responsabilidade que essa palavra traz é muito grande para alguns, que precisam trabalhar esta ideia pré-formatada e encarar que a felicidade é algo que se constrói no dia a dia. Deixar de lado os medos e saber que se ter a consciência do "ser feliz" hoje é algo muito raro e que merece ser cuidado. Saber que se foi premiado e que se tem sorte, trabalhar para que isso permaneça e encarar as fases da vida como as de um videogame, é preciso empenho e treino para subir de nível e o score é importante para o resultado final.
Meu conselho: admita a felicidade, aceite e trabalhe todos os dias por e para ela, pois num piscar de olhos o bonde passa, a fila anda, a janela se fecha e a história recomeça, sendo iniciada, muitas vezes, pelo arrependimento.

Soltemos, portanto, as rédeas, fiquemos atentos, deixemos os temores de lado e saibamos ser felizes como merecemos ser! A felicidade não pinta, se conquista e o trabalho está só começando.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Chuva

Tem dias que a gente chove só por dentro. E transborda, depois passa e vem o sol de novo, pronto para brilhar.

E eu agradeço.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A poesia das composições atuais

Estes dias estava ouvindo meu ipod e música vai, música vem, tinha esquecido, em meio a tantas outras, de uma que me toca muito. O nome: "Onde Anda Você" de Toquinho, Vinícius de Moraes e Hermano Silva. Fui pega de surpresa ao ouví-la sussurrando ao pé do ouvido e me encontrei pensando na poesia, na alma, na história que essa música traz, parando e aguçando bem os sentidos sou capaz de visualizar o momento e a tal boêmia.
Imagino a cena em que ele vaga por todos os lugares que costumava frequentar com ela e, cansado de tanto procurar, senta numa mesa mal iluminada, pede uma bebida e repassa repetidamente cada gesto, olhar que a moça um dia dedicou e se vê perdido naquele turbilhão de sentimentos, naquela dor gostosa de sentir.
Enfim, essa é a minha cena da música, mas ela me inspira tantas perguntas e comparações com os dias de hoje. Não vejo nenhum cidadão de 20 ou 30 anos capaz de sentir alguma coisa com tamanha intensidade, seria qualificado como "brega". No meu ponto de vista breguice é disperdiçar a vida sem sentir intensamente. Não vejo compositores capazes de externar os sentimentos dessa maneira e, sinceramente, boa parte das mulheres parece que deixou de entender ou perdeu mesmo o gosto pelo romantismo.
É triste constatar que a coisa se baseia em sair "rebolation" de uma relação para a outra, literalmente. Antigamente existia um compromentimento maior com as coisas que se vivia, hoje elas duram o tempo de um beijo e que venha o próximo, não se pode perder tempo.
Ainda bem que não estou sozinha, conversando com algumas amigas, mulheres diferentes, mas de valores semelhantes, vejo que não sou a única a questionar os limites dessa geração 20/30 e poucos, parece que o respeito é algo a ser conquistado arduamente, consideração é artigo em falta e lealdade é promessa de casamento. Valores que antigamente eram tão reais, tão presentes, parece que sairam das prateleiras, que deixaram de existir, só encontramos o significado deles nos dicionários, assim como as músicas que tanto dizem ficaram presas nos LPs.
Cada centímetro de uma relação era construído de maneira delicada, mostrar o ombro era sensual, o colo revelava um mistério praticamente infindável, o acesso aos joelhos era uma conquista de terrotório, uma noite tinha outra conotação, hoje tudo se resume a uma espécie de "vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer". Pode até comer, mas precisa palitar os dentes? Que deselegante!
Sem contar que está tudo à mostra já que "ela sai de saia e bicicletinha, uma mão vai no guidon e a outra tapando a calcinha", ainda bem que eu gosto mais de patins.
Os valores estão distorcidos, as composições são vulgares, assim como as relações. Acho que sou antiga, nem conheci Toquinho e muito menos Vinícius, mas sinto falta deles como se fossem meus melhores amigos e amantes, que saudade do romantismo boêmio, das conversas cheias de teorias, da poesia pela vida, de sentir e não ter vergonha, bons tempos aqueles.

Para ouvir e matar a saudade.
Uma releitura da Chapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau.
Para rebolar.
Cuidado ao pedalar de saia.

Surpresas


Esse texto tem uma certa relação com o post "Férias", já que algumas vezes precisamos nos conectar com nós mesmos e acreditar que coisas boas virão e, acreditem, mais cedo ou mais tarde elas chegam.
Sempre ouvi o tal clichê do "quando você menos esperar aparece", normalmente quando alguém se referia aos relacionamentos amorosos. Mas tem uma esfera de relações muito mais ampla do que essa, todas com um grau de importância semelhante, já que são capazes de nos construir a cada segundo e de nos fazer crescer.
As relações de pai e filho(a), mãe e filho(a), de irmãos, de tios, primos, sobrinhos, netos, as profissionais, da "farra" são capazes de fazer tanto por nós, mas hoje queria destacar uma em especial: as amizades, aquelas puras e simples, que surgem do nada, sem grandes propósitos, promessas e que por isso são tão valiosas. É preciso estar aberto para reconhecer uma amizade em potencial, daquelas com jeito de "para a vida inteira".
Eu ando com sorte, nesses últimos meses ganhei algumas amigas especiais, além das que já tinha e que cultivo com todo o carinho e amor. Me senti bem-vinda na minha própria terra, os braços abertos, prontos para receber fazem toda a diferença. E foi assim que encontrei o cenário quando resolvi voltar para casa.
Ando tendo a oportunidade de conviver com as peculiaridades de cada uma dessas pessoas e ando me tornando uma aprendiz, estou sempre àvida por ouvir e conhecer (mesmo falando muito), por sorver as histórias tão ricas e aprender com realidades totalmente diferentes, mas não menos importantes. E tenho que agradecer por tantos ensinamentos que chegam através da consideração, do respeito e, principalmente, do amor. Acho importante extrairmos lições positivas dos momentos ruins, mas é tão melhor quando conseguimos aprender atráves de momentos positivos, de trocas sinceras, de abraços verdadeiros, do respeito aos diversos pontos de vista, faz com que a gente se sinta fazendo parte.
É tão bom sentir que você é importante para alguém, é tão gratificante fazer a diferença para uma meia dúzia de pessoas, pode parecer pouco, mas é você conquistanto o seu espaço no mundo.
Estou construindo o meu, a estrada é longa, mas as companhias fazem a caminhada valer a pena.
Hoje estou aqui para agradecer os conselhos, as teorias, as lágrimas, o respeito, os sorrisos e gargalhadas, as mesas de bar, as taças de vinho e, principalmente, os abraços, que fazem toda a diferença. Muito embora um olhar de compreensão e, mais ainda, de aceitação é praticamente indescritível.
Por isso tudo vale muito a pena estar aberto ao novo, a tudo que ainda vamos aprender, a tudo em que ainda vamos acreditar e transformar.
A sensação de que não se está só, independente de onde esteja faz tudo ficar diferente, mais leve e divertido. Espero, de coração, preservar estas surpresas tão grandes que andam me aparecendo e todas as outras que já fazem parte da minha história, para que uma dia, elas possam me contar da minha vida por outro ângulo e que eu perceba a presença expansiva ou não de cada uma delas nos detalhes de cada conto.
Um beijo no coração de cada uma.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Pa' que sufrir?

Para abrir la ventana, cantar e dançar (muito).

A outra face de Murphy


Sempre escutei falar da tal "lei de Murphy", as tais situações inesperadas e que normalmente carregam um monte de porcaria junto.
É o pão que cai com a parte da manteiga virada para baixo, é você estar atrasada e o botão da blusa estourar, é bater numa entrevista de emprego no lugar errado, é estacionar o carro e não fazer a menor idéia de onde o deixou, é estar esperando embaixo do prédio -depois de um dia de chuva- e vir um carro e molhar a sua roupa inteira com aquela água nojenta da poça, é esperar duzentas situações para encontrar o seu ex, linda como uma diva e cruzar com ele saindo da academia, suada, com uma roupa que não favorece nem de longe o seu físico, o cabelo em picos (norte-sul-leste-oeste) e a cara vermelha.
Pois é, é sempre assim, batata! É você não poder, de jeito nenhum, passar por determinada situação para se deparar com ela. Não importa se renovou o arsenal de roupas, maquiagens, lingeries e todos os apetrechos femininos que saem mensalmente nas revistas in, você pode ter saido de casa por duzentos longos dias de uma maneira que até Gisele bateria palmas, sentia orgulho de você mesma todas as vezes que se olhava no espelho e pensava "hoje eu estou linda, me superei, é o dia", daí você voltava para casa e nada acontecia. Eu te entendo, Querida! De verdade.
Mas um dia você chega super cansada do trabalho e pensa que nem que baixassem um decreto-lei iria para academia disfarçada de modelo famosa, daí resolve colocar o seu tênis velho, aquela roupa feia, mas deliciosa para malhar, estufa o peito e vai. No caminho procura ignorar os avisos das suas amigas de que vocês moram muito perto e que quando menos esperar vai acabar esbarrando com ele, no lugar disso você se conforta com o pensamento de que seria muito mais lógico que se encontrassem nos lugares que costumavam frequentar.
Mas Murphy acordou com vontade de fazer uma vítima e te encontrou por ali, perambulando, tão vulnerável, saindo da academia, bufando, suada, o rosto de um vermelho sangue que nem a São Silvestre seria capaz de te proporcionar e, de repente, você sai dos seus pensamentos por acreditar ter escutado seu nome em algum lugar, a realidade vai vindo aos poucos (seus neurônios estão dando saltos kamikazes na sua cabeça depois de tanta malhação, eles se recusam a pensar) e como se tivesse levado um tapa na cara a voz é claramente associada à tão temida pessoa: é ele!
Naqueles preciosos segundos você faz uma lista das desculpas para ser apanhada daquela maneira, são poucas, mas mesmo assim você tenta:
1- sair correndo desvairadamente e dar de cara com o primeiro poste (depois você ganha mais tempo para explicar essa atitude);
2- desmaiar por hipóxia (não seria tanta encenação assim);
3- dar uma rasteira no primeiro transeunte que aparecer e simular que ele está tendo um ataque cardíaco e que você, bravamente, está tentando salvar (pra mim é a melhor de todas);
4- sorrir e falar que estava malhando (embora honesta, péssima opção).
O problema é que normalmente você vira e fala que estava malhando. O segundo passo é aquela conversa amigável, com o olhar dele passeando sob você, enquanto se tenta, bravamente, esconder o que pode. O terceiro passo, que seria o abraço fraterno, não pôde ser concluído, uma vez que você sugeriu, com o mínimo de dignidade que ainda exisita, que não seria uma boa idéia e antes que você consiga terminar a frase ele tenta fazer uma menção de que entende que ainda esteja magoada e que, por isso, não quer dar o tal abraço, mas você se agarra no último fio que resta e fala que não teria o menor problema (dando um tom mais estridente do que o necessário à voz) e que é por estar suada (nessa hora você tem certeza que ele não acreditou em uma vírgula do que foi dito, embora tenha sido a mais pura verdade).
Daí você chega em casa e pensa na falta de sorte, nos seus anjos da guarda de férias num balneário chique no céu, no cosmos e simplesmente não entende. Até que se dá conta de que só poderia ter sido ele: Murphy.
Todas as teorias e milhares de histórias absurdas que eu conheço só me fazem pensar uma coisa: o lado B de Murphy é um ser do mal. Não apenas aquela força que atrapalha um pouco o seu dia e que depois até te faz rir, mas aquela força que arrasa com tudo o que vê pela frente.
Meu conselho é: não contrariem as forças ocultas de Murphy, nunca se sabe do que ele é capaz. A partir de hoje declaro aberta a temporada das maxibolsas, aquelas que a gente praticamente mora dentro, onde podemos levar todo o kit necessário para estarmos deusas e adequadas a qualquer hora do dia e, principalmente, da noite. Já que é impossível prever o dia de amanhã e muito menos a hora exata em que vamos virar a esquina e dar de cara com o inesperado. Então é como diz o ditado: "uma mulher previnida vale por duas". Agora é torcer para o salto não quebrar.

Here comes the sun


A trilha das férias aqui.

Deixei um pouco a vida de lado e sai de férias junto com meu cérebro, de mim mesma. Queria um tempo sem ter que pensar, sem ter que ver e ouvir. Estímulos involuntários seriam bem-vindos, mas nada que eu fosse obrigada a reagir. É incrível como cansa ter que estar atenta a tudo e a todos all the time.
Por isso decidi dar um passeio para longe mim mesma e descobri coisas surpreendentes! Quando não estamos tão presos ao que nos é comum e nos abrimos para novas experiências tudo é capaz de se transformar, até o que reconhecemos. E foi isso que aconteceu, renovei minhas energias e me abri ao novo, o mais interessante disso tudo é que o novo, que eu esperava há tempos, apareceu. Acho que as coisas boas de verdade estavam esperando uma brecha minha, no intuito de me fazer aprender por não estar sempre alerta e no controle de tudo. É surpreendentemente agradavel soltar as rédeas da própria vida e deixar as coisas fluirem.
Cá estou eu, pasma com acontecimentos simples e únicos, coisas que não nos damos conta até pararmos (in)voluntáriamente. Ficamos muitas vezes esperando os fogos de artifício, as afirmações das nossas atitudes, gente aplaudindo o que fazemos todos os dias e, quando erramos, uma mão na cabeça vem sempre em boa hora. Buscamos os grandes feitos e realizações em tudo o que fazemos e ficamos tentando manipular a forma como as coisas vão repercutir (pelo menos eu fico), nossa quanto desgaste! E foi só tirar umas férias de "mim" para descobrir que eu sou muito mais do que pensava ser, estou começando a me descobrir em detalhes e feliz com o que venho encontrando.
Enfim, estou de bem com a vida e queria dividir essa energia com todo mundo. Muita gente, acostumada aos tais "feitos" pode se/me perguntar o que aconteceu de tão bom. E eu vou responder: EU ACONTECI!
É isso mesmo! Nada de extraordinário, nenhuma mudança brusca, a mesma vida de sempre e a certeza de que é isso que me faz feliz, do jeito que está. Tem coisa melhor do que essa consciência de que não se precisa de mais? Tanta gente busca isso, inclusive eu. Posso até voltar ao desassossego de antes, por algum motivo, mas hoje quero aproveitar mais estes dias na companhia dessa nova pessoa que existia aqui dentro e que nem eu mesma conhecia. Buscamos tantos estímulos fora da gente sem notar que somos um mundo de coisas ainda a serem descobertas (filosofias, rsrs).
Mas é isso, em uma conversa com uma amiga muito querida eu disse uma coisa a ela que terminou por me marcar, estava falando que 2009 tinha sido um ano de muitas dúvidas e de repente pensei: "muitas vezes precisamos visitar as dúvidas para embasar as certezas". Eu fiz isso em 2009, visitei todas as minhas dúvidas para começar o ano com uma única, libertadora e valiosa certeza: a de que ser eu mesma é a melhor de todas.

Bom início de ano!

Beijos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Balanço



Aos poucos 2009 vai dando sinais de partida, vai tirando as roupas do varal e colocando uma a uma na mala, ele cumpriu sua meta: um ano cheio de acontecimentos, mudanças, coisas importantes que marcaram o mundo.
E 2010 está esquentando as mãozinhas para entrar em campo, cheio de promessas para ser grande e bom, de histórias para contar, quase como um campeonato, ele vai tentar ser melhor que 2009.

Neste período é normal fazermos um balanço do ano que passou, de quem fomos, do quanto mudamos e começarmos a esboçar planos do que queremos em 2010, pensar nas realizações que este novo ano vai nos proporcionar é um desafio. Afinal acabamos de receber uma folha totalmente em branco e precisamos preenchê-la, caberá a nós decidir se vamos colorir, deixar em tons de cinza ou simplesmente se ela continuará branca do jeito que nos foi entregue.

Mas tem algo que não muda e a carga vai ser sempre nossa, decidir é algo que fazemos todos os dias e um simples "sim" ou "não", palavras tão curtas, sonoras e opostas podem nos aproximar ou afastar completamente de uma realidade. Seria tão mais fácil se tivéssemos uma máquina onde pudéssemos ver um trailler de cada "sim" e "não" que pensássemos em dar. Mas desta forma a magia do aprendizado não existiria, a vida seria tão mecânica, as pessoas certamente só iriam fazer o que lhes fosse mais fácil, menos doloroso e assim, seriam menos profundas e peculiares.

A graça da vida é essa, são os "sins" e "nãos" de cada dia, sejam eles fáceis ou difíceis, que nos apontam os caminhos. A escolha de um restaurante italiano faz com que o japonês seja excluído, a escolha de uma roupa deixa a outra no armário, a escolha de um emprego anula a outra proposta, um sonho adia o outro e a escolha de alguém acontece da mesma maneira. Muitas vezes encaramos as "aparições" de determinadas pessoas como algo inexplicável, simplesmente não as deciframos, noutras nem precisamos entender o motivo. Mas nada é por acaso: grupos se formam, casais apaixonam-se, amigos se fazem e se reconhecem, as pessoas sempre deixam marcas, por menores que sejam. Podemos passar um bom tempo sem nos lembrarmos de alguém, mas algum dia, por alguma coisa específica que só aquela pessoa saberia fazer, vamos lembrar e sorrir. Outras são tão presentes que nem é preciso entender o motivo de estarem próximas, mas independente do grau de profundidade das relações é bom saber que tem gente perto, diferente e igual, pessoas que nos ensinam e modificam a cada contato. E é por nós e por elas que tentamos ser melhores, que desejamos tudo de bom, é nelas que pensamos na virada de cada ano, criando uma corrente de boas vibrações para o outro que está chegando.

Em 2009 pensei em muita gente, assim como tantas outras pensaram em mim, uns foram recíprocos, outros não, mas sempre terão aquelas pessoas que vão ser lembradas sempre.
E aí está a graça e a mágica de tudo, nunca vamos conhecer o outro lado das nossas decisões, ninguém vai poder resolver nossos problemas e escrever a nossa história por nós mesmos, mas podem nos apoiar, estar do lado, segurar a mão e nos ajudar a caminhar quando a estrada for árdua, mas quando for feliz, por favor, que o espumante esteja gelado. É por isso que escolhemos as pessoas, para compartilhar a estrada, afinal de contas é muito ruim viajar sozinho.
A vida é assim: muitas vezes um dia feio e nublado, mas em outras aquele sol maravilhoso que aquece a alma e é por isso que vale a pena, a esperança do sol entre as nuvens é que transforma tudo.

Meus desejos são os mesmos de sempre, para mim e para os outros: quero poder sonhar, errar, aprender, rir, chorar, pensar, ler, quero verdade, olho no olho, abraços, beijos, mãos, ombros e mais tudo o que tiver direito. Quero amar, amar muito, tudo e todas as coisas. Aprendi que Natal é época de acreditar, de refletir e de sonhar sempre, pois é de graça e nunca acaba. Vamos valorizar o que é de verdade, estreitar os laços do coração (mesmo com as distâncias geográficas), ser útil (garanto que faz bem). Desejo para cada pessoa o mesmo que no ano passado e em dobro, dessa vez com ainda mais intensidade. Desejo uma listinha não só com os sonhos, mas com tudo o que já foi realizado, muitas vezes a felicidade se releva através da consciência do que se tem.
Desejo muito esta felicidade, seja ela arrebatadora e completa ou suave e completa do mesmo jeito. Desejo sorrisos sinceros, amigos perto, família mais perto ainda, amor, muito amor, por si mesmo, pelos outros e pelo mundo, isso sim torna a vida mais fácil e dá mais prazer de acordar todos os dias, colocar uma roupa, se olhar no espelho e sorrir para o dia, para as pessoas, para o mundo, para a vida.

Existe uma enorme beleza em saber que nada é estático e previsível, nem as horas, nem os anos e muito menos as pessoas, pois que se vá 2009 com a sensação de missão cumprida e que venha 2010 com a promessa de bons acontecimentos, que já estamos ansiosos, com os braços abertos e as taças cheias, prontos para brindar.

Feliz 2010!

sábado, 5 de dezembro de 2009

R.S.V.P.



De: Alguém Sem Noção
[mailto:alguemsemnocao@mundodossemnocao.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 30 de julho de 2009 17:02
Para: A Vítima
[mailto:avitima@associacaodasvitimasindefesas.com.br]
Assunto: RES: convite!

(Para contextualizar um pouco a primeira coisa a ser feita é prestar atenção no assunto do e-mail. Notaram? É isso mesmo! O e-mail se refere a um convite da Vítima para o Sr. Sem Noção, o intuito era proporcionar um pouco de diversão ao casal, uma vez que iriam a um aniversário badalado da amiga dela. O desfecho? Leiam e tirem as suas próprias conclusões).

Legenda:
  • Em azul o e-mail do Sr. Sem Noção
  • Em vermelho os pensamentos da Vítima durante a preciosa leitura
Entendi...

Mas eu tinha que te falar uma coisa... não sei se é viagem minha, mas fico preocupado, sabe... (Não, não sei, você ainda não disse!)


A cada dia que passa eu te admiro mais e vejo o tanto que você é uma pessoa especial (que legal, fiquei muito feliz com esse comentário, muito bom saber que você pensa assim, mas você está preocupado com isso?). E não estou falando da boca para fora não.. é de verdade mesmo... (eu acredito). Acho que email não é o meio mais apropriado (então porque raio está mandando um?), mas esses últimos dias eu não consigo conversar nem com minha mãe direito... (que triste, não sabia que a comunicação entre vocês era dífícil).

O problema é que eu estou super ocupado de verdade... (percebi assim que vi o tamanho do e-mail) e acho que não estou te dando a atenção que você merece (ôpa, tá ficando esquisito esse e-mail, como assim "a atenção que eu mereço"? Tá achando por mim agora? Conselho: faz isso não, amigo!)... Além do mais, confesso que fiquei um pouco com medo do ritmo que as coisas estavam andando... (engraçado, medo? Não percebi, não achei que você tivesse com medo quando arrumou meu telefone Deus sabe com quem, quando me ligou várias vezes, quando me mandou mais de cem mensagens de texto- não é exagero -, vários e-mails, quando jantamos, almoçamos e tomamos café da manhã, quando você passava sextas, sábados, domingos e feriados comigo, isso sem contar os dias de semana. E muito menos pensei que você estivesse com medo quando me apresentou seus pais, irmãos, amigos de infância e o seu cachorro. Se isso é medo, não consigo encontrar material correspondente para qualificar a palavra coragem).

Você é uma mulher linda, super inteligente, bem humorada, amiga, culta... (ufa! Ainda bem que eu sou tudo isso e agora faço o que, agradeço?) E eu nunca gostaria de levar uma relação com alguém assim sem ter, no mínimo, algum tipo de comprometimento... (engraçado e você gostaria de levar uma relação compremetido com alguém feia, burra, mal humorada, chata e bitolada?) Aí fiquei um pouco apreensivo... muito por causa do contexto em que estamos (estamos? Pensando por mim de novo, já disse, não faz isso)... eu principalmente... provavelmente você também... terminamos namoros tem pouco tempo, etc. E começar uma coisa emendada na outra é sempre perigoso...(perigoso? Perigoso é esse e-mail).

Não sei se estou falando muita bobagem (se você não sabe imagine eu, até agora só os elogios ficaram claros), mas para mim as coisas estão tomando um rumo que não sei se é o melhor para a gente no momento (acho que isso é patológico, pensar pelos outros se qualifica como mania ou doença?) Eu sou péssimo para essas coisas de relacionamento (quanto poder de avaliação, já deu para perceber que você é péssimo)... rs... é verdade (eu não duvido, juro!)... E eu não estou em um momento muito bom para me dedicar aos outros... tenho que tomar algumas decisões importantes e prefiro ficar mais só quando estou nesses momentos de mau humor (acredite: meu humor está pior que o seu agora).
A questão é mais a seguinte (você vai conseguir ser ainda mais específico?): Gosto muito de você e te acho uma cia incrível... Acho que a gente se entende, gosta de coisas parecidas... me divirto muito quando a gente fica junto... Acho que a gente ri até das situações, digamos, embaraçosas (ainda bem que eu sou praticamente o Bozo da sua vida, isso me conforta bastante, é sempre bom ser útil)... Além disso, eu não gosto de gandaia... não tenho paciência para essas festas, e não é isso que me inspira quando estou sozinho... (você sofre de alguma doença grave?).

Mas estou com medo de aprofundar as coisas e entrar em algo que não vou conseguir manter, principalmente agora, por uma série de fatores... Assim, não sei qual a melhor forma de comportar (não sabe? Ainda não sabe? Eu vou fazer um desenho bem bonitinho para você entender. Mas pode ter certeza de uma coisa: essa não é a melhor forma).

Não queria deixar uma má imagem ou algo parecido (Tadinho, sinto te desapontar, a imagem tá péssima, bem negra!)... Estou tentando ser um pouco sincero (Ainda bem que foi só um pouco, dispenso o muito, tá?) e posso até estar falando um tanto de bobagens (não sei por qual motivo você insiste em continuar falando)... até porque não sei muito bem o que você pensa a respeito disso tudo...(acho melhor você não saber).

Acima de tudo, você é uma gracinha que eu valorizo demais (não vou nem tentar dimensionar o tamanho do valor, não iria muito longe) e não gostaria de fazer nada que de alguma forma possa te magoar...(sinto te desapontar mas o objetivo não foi alcançado. Agora se algum dia você quiser me magoar de verdade manda um telegrama).

Bem, é mais ou menos isso... (mais ou menos? Mais claro do que isso só água).

Um beijo bem grande! (este eu devolvo e espero que ele ache rapidinho o lugar para o qual eu o enviei).

FIM.
Espero que tenham apreciado a leitura.
Mas fica uma pergunta: alguém tem dúvida que estamos na Era da Tecnologia?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pelo direito de ser



Ia demorar mais para escrever, mas estava conversando com um amigo muito querido, que é GAY e me pediu para que eu votasse na Lei que pune quem discrimina o homossexual. Prontamente fui votar! Depois mandei um e-mail para os meus contatos pedindo que eles também votassem e recebi várias respostas apoiando a aprovação da Lei.
Durante muito tempo se difundiu a idéia do "toda forma de amor é válida" e eu queria entender em que mundo uma pessoa que ama deve ser punida por isso. Seja qualquer tipo de amor, por um amigo, por um animal, por pai e mãe, por um trabalho e assim vai. Temos diversos fatos na história que só demonstram o poder transformador que o amor tem. Então me pergunto: por qual motivo, uma pessoa que ama não pode ser aceita?

Eu tenho vários amigos GAYS e posso dizer, com toda a propriedade, que são pessoas do bem, que pagam impostos e as contas em dia, que promovem sentimentos de amor e distribuem eles pelo mundo. Isso é crime?

Já vivemos num mundo tão diverso, tão cheio de coisas que precisamos assimilar a cada segundo, tão cheio de guerras, de fome, de pobreza e não parece que as pessoas, "cristãs" que são, deveriam estar promovendo tamanho estardalhaço pelo direito de alguém ser o que realmente é.

O que vai acontecer se essa lei não for aprovada? Os gays vão apanhar? Vão existir tanques de guerra em cada esquina? Eles serão proibidos de sair às ruas? Ficarão todos em campos de concentração? Será que vai começar a existir tráfico de gays (mais um atributo para se comercializar no Rio de Janeiro)?

E se a lei for aprovada? Não acredito que algum deles vá sair na rua gritando, saltitando, vestido de plumas e paetês, que ele é "gay, gay, gay de marré, marré, marré...". Eles só estão tentando lutar pelo garantia de serem o que são, sem terem medo de serem agredidos e isso não significa afronta a nenhum tipo de cidadão.

Quem sente medo de ser assaltado, medo que o filho que saiu para a balada não chegue em casa, medo de perder um ente querido, medo de não ter dinheiro no final do mês, sabe do que eu estou falando. Imagine essa sensação 24 horas por dia, pelo simples medo de não ser aceito. Que sociedade saudável a que estão tentando criar!

Só um ser humano de mente muito estreita não consegue ver que o amor é o sentimento que mais está em falta hoje em dia e que por isso existe tanta coisa deprimente no mundo, mas estão tentando, mais uma vez, melhorar o mundo punindo o único sentimento que é capaz de trasformá-lo.

É justo proibir o direito de alguém amar?

E o que vamos conseguir em troca?

Ficam as dúvidas, infelizmente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ex (Amigo)




O que acontece com os homens com complexo de culpa? Me pergunto isso mesmo sabendo que a resposta é óbvia: viram amigos das ex!
Gente, alguém já informou para eles que depois de um “pé na bunda”, seja ele suave ou não, o ideal é não ter notícias do cidadão, para não dizer o que a gente tem vontade de ver acontecer (ex. cidadão morto na fogueira). Tudo bem, eu sei que ninguém é obrigado a gostar de ninguém e muito menos de assinar um contrato de amor eterno com poucas semanas juntos. Mas por respeito e dignidade, não pela pessoa oferecedora do “pé”, mas para com a pessoa oferecedora ou não da bunda, o lema é: desapareça! Não vire amigo, afinal de contas se ela quisesse ser sua amiga não teria ficado com você. E acredite: não vai ser agora que ela vai querer virar.

Nada de achar: “nossa, fulana é tão legal que eu acho que quero ser amigo dela”. Ok se você quer, problema seu, mas pense isso antes de começar toda inofensiva relação amorosa (engraçado é que tirando o “in” da palavra “inofensiva”, temos então a conhecida palavra “ofensiva” e aí começa todo o rolo, ou melhor, termina). A pessoa que foi magoada, ferida, chateada, para não dizer enganada (nem sempre é assim) não quer saber com quem você sai e deixa de sair, nem como vai o seu emprego, o projeto maravilhoso que você conseguiu entregar, o roteiro da sua viagem, o que você pensa sobre o momento político e menos ainda quem anda interessando você. É um paradoxo uma pessoa que sai com você numa semana, para um chamego a mais, virar a sua confidente, BFF, da vida inteira. Pelo amor de Deus, hein? Falta bom senso e te garanto que, da nossa, parte o que não falta é vontade de matar alguém por isso.

Uma parte ainda pior é quando a pessoa atingida não quer o menor contato com o dito-cujo e o ser humano não entende isso, permanece ligando e contando as peripécias de toda a vida e você, pacientemente escutando. Mas até quando? É difícil ser estúpida quando alguém, por quem nos interessamos nos solicita, sempre resta aquela esperançazinha, mas “resta” rima com “resto” e todos estes “Rs” só me fazem lembrar a palavra “rua”. Afinal de contas nós somos as maiores interessadas em nós mesmas. Então, sem meias palavras, o ideal é mandar pastar logo o pseudo-amigo ao lado que te incomoda.

Quanto antes você fizer isso melhor, afinal o mundo é cíclico e ele nunca poderá imaginar o dia de amanhã, quando você, recuperada do seu “tombo”, vai aparecer super equilibrada (leia-se física e mentalmente) no seu salto agulha, parecendo mais bonita, malhada e descolada do que nunca. Só não se espante se ele der uma tropeçadinha quando for falar com você, é porque o ser humano não administra tão bem as mudanças repentinas.

E você entende muito bem disso, já passou dessa fase.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Acordos


Semana de intensas pesquisas, tanto teóricas quanto práticas.

Estive pensando em escrever realmente sobre esse mundo indecifrável dos relacionamentos. Se existe uma fórmula para compreender tudo isso e evitar todo esse jogo de confusões intermináveis quem criou guardou para si e está fazendo uso disso sozinho. Quanto à nós, meros mortais, estamos fadados a entender ou pelo menos tentar conhecer um pouco do sexto oposto (se não fizer isso pode se considerar fora da corrida). É imprescindível, para não ser atropelado ou não queimar a largada, ter ao menos o manual de instruções básico. Aquele que tem em média, dependendo do caso, umas 20 regrinhas de sobrevivência. Para os mais desesperados, como no meu caso, recomendaria ler todo o manual com suas 247 páginas quase que incompreensíveis e mais: tentar compreendê-lo nas outras línguas. Afinal, mandarim está tão em alta.

Enfim, em meio a workshops com amigos de todas as cores, experiências, raças, opções sexuais e idades eu continuo sem entender o propósito das relações. Talvez fazer com que as pessoas se sintam cada vez mais enroladas e menos confiantes? Dúvida que ronda a minha cabeça há um certo tempo.

Milhares e milhares de mulheres, inclusive as minhas amigas, reclamam todos os dias das mesmas coisas. Ligam e pedem conselhos, como se eu fosse um guru dos relacionamentos, mas até hoje eu só me pergunto: “em que parte da minha vida meus relacionamentos funcionaram para que eu possa estar falando deles como verdades absolutas?”. Seria um bônus pelas experiências vividas? Então é isso, quem tem a chance de conhecer os mais diversos tipos de seres humanos do sexo masculino, pode dar mais conselhos com segurança? E os meus “pitis” inseguros, o que eu faço com eles? E as minhas noites e conversas com amigas “teorizando” a respeito do tema? Mas as pessoas escutam e simplesmente, se não as satisfaz, preferem não dar ouvidos? Pode-se aconselhar apenas por ter experimentado os mais diversos tipos de fim: desaparecimentos, desinteresses, traições, ciúmes, fugas, mágoas causadas por estresse e rotina, até gostar demais é motivo para terminar. Então eu pergunto: em que momento as relações chegam num ponto tão incompreensível que gostar demais torna-se um problema? Em que momento eu me tornei experiente apenas por ter derramado inúmeras lágrimas no meu fiel e companheiro amigo de todas as noites, meu travesseiro, até não conseguir mais chorar? As experiências devem ser válidas para que lições possam ser extraídas, mas até que ponto o que você aprendeu interfere negativamente na sua vida amorosa atual? E até que ponto o homem que “te ama” vai aceitar que você tenha se tornado uma rocha impenetrável e fria só porque os outros te magoaram? Se alguém souber as respostas, por favor, me mande um e-mail.

Mas não é assim tão simples, homens seguem um padrão e mulheres outro, normalmente chegam ao mesmo ponto, mas por caminhos completamente diferentes. Homens são mais práticos e tendem a não demonstrar tanto os sentimentos, por mais que os sintam. Já as mulheres são um pouco mais detalhistas e ainda têm, mesmo que um pouco, aquela idéia romântica de um final, ao menos, satisfatório. Ou melhor, de um não final. Isso complica um pouco as coisas, pelo menos no meu ponto de vista. Surge uma certa incompreensão e incompatibilidade nos objetivos. Mas será que as mulheres de hoje em dia, tão seguras, maduras e independentes, perdem um pouco do seu brilho e do seu valor apenas por uma titubeada?Devem ser sempre fortes? Mas achei que fingir não estava no script, levando em consideração que nem sempre nos sentimos fortes. Que muitas vezes precisamos apenas ser ouvidas e que isso não é discutir a relação e sim discutir o que nós somos. É o momento em que ficamos inseguras com nós mesmas e queremos apenas do parceiro aquele ombro amigo e que nos digam que somos maravilhosas. Afinal, é aí que o bicho pega para a gente, mas em nenhum momento vejo as mulheres importando-se em estimularem seus parceiros e mostrarem a eles que são os seus “Deuses do Sexo”, então esta prática deveria ser uma troca de favores.

Por vezes, teoriza-se tanto, tentando entender as situações mais complexas e elas continuam sem serem compreendidas. O ideal seria fazer um acordo de pré-relacionamentos, para garantir não descumprimentos posteriores. Acordos verbais já estão mais do que provados como sendo ultrapassados. Estamos na era da tecnologia e do desenvolvimento, casais não devem só fazer pactos pré-nupciais apenas para preservar bens matérias, esquecendo de levar em consideração que os bens emocionais, muitas vezes são mais valiosos e os danos causados à eles podem não ser reparados. Então deveria ser instituído um contrato pré-envolvimento, onde as partes tivessem a obrigação de serem sinceras e colocassem em pauta tudo o que desejam para o relacionamento logo de cara, sem meias palavras. E assim, com ambas de acordo, o contrato poderia ser assinado e o relacionamento seguiria em frente. Isso garantiria o sucesso do acordo, mas e o romance, onde é que fica mesmo?