quinta-feira, 8 de abril de 2010

Chuva

Tem dias que a gente chove só por dentro. E transborda, depois passa e vem o sol de novo, pronto para brilhar.

E eu agradeço.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A poesia das composições atuais

Estes dias estava ouvindo meu ipod e música vai, música vem, tinha esquecido, em meio a tantas outras, de uma que me toca muito. O nome: "Onde Anda Você" de Toquinho, Vinícius de Moraes e Hermano Silva. Fui pega de surpresa ao ouví-la sussurrando ao pé do ouvido e me encontrei pensando na poesia, na alma, na história que essa música traz, parando e aguçando bem os sentidos sou capaz de visualizar o momento e a tal boêmia.
Imagino a cena em que ele vaga por todos os lugares que costumava frequentar com ela e, cansado de tanto procurar, senta numa mesa mal iluminada, pede uma bebida e repassa repetidamente cada gesto, olhar que a moça um dia dedicou e se vê perdido naquele turbilhão de sentimentos, naquela dor gostosa de sentir.
Enfim, essa é a minha cena da música, mas ela me inspira tantas perguntas e comparações com os dias de hoje. Não vejo nenhum cidadão de 20 ou 30 anos capaz de sentir alguma coisa com tamanha intensidade, seria qualificado como "brega". No meu ponto de vista breguice é disperdiçar a vida sem sentir intensamente. Não vejo compositores capazes de externar os sentimentos dessa maneira e, sinceramente, boa parte das mulheres parece que deixou de entender ou perdeu mesmo o gosto pelo romantismo.
É triste constatar que a coisa se baseia em sair "rebolation" de uma relação para a outra, literalmente. Antigamente existia um compromentimento maior com as coisas que se vivia, hoje elas duram o tempo de um beijo e que venha o próximo, não se pode perder tempo.
Ainda bem que não estou sozinha, conversando com algumas amigas, mulheres diferentes, mas de valores semelhantes, vejo que não sou a única a questionar os limites dessa geração 20/30 e poucos, parece que o respeito é algo a ser conquistado arduamente, consideração é artigo em falta e lealdade é promessa de casamento. Valores que antigamente eram tão reais, tão presentes, parece que sairam das prateleiras, que deixaram de existir, só encontramos o significado deles nos dicionários, assim como as músicas que tanto dizem ficaram presas nos LPs.
Cada centímetro de uma relação era construído de maneira delicada, mostrar o ombro era sensual, o colo revelava um mistério praticamente infindável, o acesso aos joelhos era uma conquista de terrotório, uma noite tinha outra conotação, hoje tudo se resume a uma espécie de "vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer". Pode até comer, mas precisa palitar os dentes? Que deselegante!
Sem contar que está tudo à mostra já que "ela sai de saia e bicicletinha, uma mão vai no guidon e a outra tapando a calcinha", ainda bem que eu gosto mais de patins.
Os valores estão distorcidos, as composições são vulgares, assim como as relações. Acho que sou antiga, nem conheci Toquinho e muito menos Vinícius, mas sinto falta deles como se fossem meus melhores amigos e amantes, que saudade do romantismo boêmio, das conversas cheias de teorias, da poesia pela vida, de sentir e não ter vergonha, bons tempos aqueles.

Para ouvir e matar a saudade.
Uma releitura da Chapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau.
Para rebolar.
Cuidado ao pedalar de saia.

Surpresas


Esse texto tem uma certa relação com o post "Férias", já que algumas vezes precisamos nos conectar com nós mesmos e acreditar que coisas boas virão e, acreditem, mais cedo ou mais tarde elas chegam.
Sempre ouvi o tal clichê do "quando você menos esperar aparece", normalmente quando alguém se referia aos relacionamentos amorosos. Mas tem uma esfera de relações muito mais ampla do que essa, todas com um grau de importância semelhante, já que são capazes de nos construir a cada segundo e de nos fazer crescer.
As relações de pai e filho(a), mãe e filho(a), de irmãos, de tios, primos, sobrinhos, netos, as profissionais, da "farra" são capazes de fazer tanto por nós, mas hoje queria destacar uma em especial: as amizades, aquelas puras e simples, que surgem do nada, sem grandes propósitos, promessas e que por isso são tão valiosas. É preciso estar aberto para reconhecer uma amizade em potencial, daquelas com jeito de "para a vida inteira".
Eu ando com sorte, nesses últimos meses ganhei algumas amigas especiais, além das que já tinha e que cultivo com todo o carinho e amor. Me senti bem-vinda na minha própria terra, os braços abertos, prontos para receber fazem toda a diferença. E foi assim que encontrei o cenário quando resolvi voltar para casa.
Ando tendo a oportunidade de conviver com as peculiaridades de cada uma dessas pessoas e ando me tornando uma aprendiz, estou sempre àvida por ouvir e conhecer (mesmo falando muito), por sorver as histórias tão ricas e aprender com realidades totalmente diferentes, mas não menos importantes. E tenho que agradecer por tantos ensinamentos que chegam através da consideração, do respeito e, principalmente, do amor. Acho importante extrairmos lições positivas dos momentos ruins, mas é tão melhor quando conseguimos aprender atráves de momentos positivos, de trocas sinceras, de abraços verdadeiros, do respeito aos diversos pontos de vista, faz com que a gente se sinta fazendo parte.
É tão bom sentir que você é importante para alguém, é tão gratificante fazer a diferença para uma meia dúzia de pessoas, pode parecer pouco, mas é você conquistanto o seu espaço no mundo.
Estou construindo o meu, a estrada é longa, mas as companhias fazem a caminhada valer a pena.
Hoje estou aqui para agradecer os conselhos, as teorias, as lágrimas, o respeito, os sorrisos e gargalhadas, as mesas de bar, as taças de vinho e, principalmente, os abraços, que fazem toda a diferença. Muito embora um olhar de compreensão e, mais ainda, de aceitação é praticamente indescritível.
Por isso tudo vale muito a pena estar aberto ao novo, a tudo que ainda vamos aprender, a tudo em que ainda vamos acreditar e transformar.
A sensação de que não se está só, independente de onde esteja faz tudo ficar diferente, mais leve e divertido. Espero, de coração, preservar estas surpresas tão grandes que andam me aparecendo e todas as outras que já fazem parte da minha história, para que uma dia, elas possam me contar da minha vida por outro ângulo e que eu perceba a presença expansiva ou não de cada uma delas nos detalhes de cada conto.
Um beijo no coração de cada uma.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Pa' que sufrir?

Para abrir la ventana, cantar e dançar (muito).

A outra face de Murphy


Sempre escutei falar da tal "lei de Murphy", as tais situações inesperadas e que normalmente carregam um monte de porcaria junto.
É o pão que cai com a parte da manteiga virada para baixo, é você estar atrasada e o botão da blusa estourar, é bater numa entrevista de emprego no lugar errado, é estacionar o carro e não fazer a menor idéia de onde o deixou, é estar esperando embaixo do prédio -depois de um dia de chuva- e vir um carro e molhar a sua roupa inteira com aquela água nojenta da poça, é esperar duzentas situações para encontrar o seu ex, linda como uma diva e cruzar com ele saindo da academia, suada, com uma roupa que não favorece nem de longe o seu físico, o cabelo em picos (norte-sul-leste-oeste) e a cara vermelha.
Pois é, é sempre assim, batata! É você não poder, de jeito nenhum, passar por determinada situação para se deparar com ela. Não importa se renovou o arsenal de roupas, maquiagens, lingeries e todos os apetrechos femininos que saem mensalmente nas revistas in, você pode ter saido de casa por duzentos longos dias de uma maneira que até Gisele bateria palmas, sentia orgulho de você mesma todas as vezes que se olhava no espelho e pensava "hoje eu estou linda, me superei, é o dia", daí você voltava para casa e nada acontecia. Eu te entendo, Querida! De verdade.
Mas um dia você chega super cansada do trabalho e pensa que nem que baixassem um decreto-lei iria para academia disfarçada de modelo famosa, daí resolve colocar o seu tênis velho, aquela roupa feia, mas deliciosa para malhar, estufa o peito e vai. No caminho procura ignorar os avisos das suas amigas de que vocês moram muito perto e que quando menos esperar vai acabar esbarrando com ele, no lugar disso você se conforta com o pensamento de que seria muito mais lógico que se encontrassem nos lugares que costumavam frequentar.
Mas Murphy acordou com vontade de fazer uma vítima e te encontrou por ali, perambulando, tão vulnerável, saindo da academia, bufando, suada, o rosto de um vermelho sangue que nem a São Silvestre seria capaz de te proporcionar e, de repente, você sai dos seus pensamentos por acreditar ter escutado seu nome em algum lugar, a realidade vai vindo aos poucos (seus neurônios estão dando saltos kamikazes na sua cabeça depois de tanta malhação, eles se recusam a pensar) e como se tivesse levado um tapa na cara a voz é claramente associada à tão temida pessoa: é ele!
Naqueles preciosos segundos você faz uma lista das desculpas para ser apanhada daquela maneira, são poucas, mas mesmo assim você tenta:
1- sair correndo desvairadamente e dar de cara com o primeiro poste (depois você ganha mais tempo para explicar essa atitude);
2- desmaiar por hipóxia (não seria tanta encenação assim);
3- dar uma rasteira no primeiro transeunte que aparecer e simular que ele está tendo um ataque cardíaco e que você, bravamente, está tentando salvar (pra mim é a melhor de todas);
4- sorrir e falar que estava malhando (embora honesta, péssima opção).
O problema é que normalmente você vira e fala que estava malhando. O segundo passo é aquela conversa amigável, com o olhar dele passeando sob você, enquanto se tenta, bravamente, esconder o que pode. O terceiro passo, que seria o abraço fraterno, não pôde ser concluído, uma vez que você sugeriu, com o mínimo de dignidade que ainda exisita, que não seria uma boa idéia e antes que você consiga terminar a frase ele tenta fazer uma menção de que entende que ainda esteja magoada e que, por isso, não quer dar o tal abraço, mas você se agarra no último fio que resta e fala que não teria o menor problema (dando um tom mais estridente do que o necessário à voz) e que é por estar suada (nessa hora você tem certeza que ele não acreditou em uma vírgula do que foi dito, embora tenha sido a mais pura verdade).
Daí você chega em casa e pensa na falta de sorte, nos seus anjos da guarda de férias num balneário chique no céu, no cosmos e simplesmente não entende. Até que se dá conta de que só poderia ter sido ele: Murphy.
Todas as teorias e milhares de histórias absurdas que eu conheço só me fazem pensar uma coisa: o lado B de Murphy é um ser do mal. Não apenas aquela força que atrapalha um pouco o seu dia e que depois até te faz rir, mas aquela força que arrasa com tudo o que vê pela frente.
Meu conselho é: não contrariem as forças ocultas de Murphy, nunca se sabe do que ele é capaz. A partir de hoje declaro aberta a temporada das maxibolsas, aquelas que a gente praticamente mora dentro, onde podemos levar todo o kit necessário para estarmos deusas e adequadas a qualquer hora do dia e, principalmente, da noite. Já que é impossível prever o dia de amanhã e muito menos a hora exata em que vamos virar a esquina e dar de cara com o inesperado. Então é como diz o ditado: "uma mulher previnida vale por duas". Agora é torcer para o salto não quebrar.

Here comes the sun


A trilha das férias aqui.

Deixei um pouco a vida de lado e sai de férias junto com meu cérebro, de mim mesma. Queria um tempo sem ter que pensar, sem ter que ver e ouvir. Estímulos involuntários seriam bem-vindos, mas nada que eu fosse obrigada a reagir. É incrível como cansa ter que estar atenta a tudo e a todos all the time.
Por isso decidi dar um passeio para longe mim mesma e descobri coisas surpreendentes! Quando não estamos tão presos ao que nos é comum e nos abrimos para novas experiências tudo é capaz de se transformar, até o que reconhecemos. E foi isso que aconteceu, renovei minhas energias e me abri ao novo, o mais interessante disso tudo é que o novo, que eu esperava há tempos, apareceu. Acho que as coisas boas de verdade estavam esperando uma brecha minha, no intuito de me fazer aprender por não estar sempre alerta e no controle de tudo. É surpreendentemente agradavel soltar as rédeas da própria vida e deixar as coisas fluirem.
Cá estou eu, pasma com acontecimentos simples e únicos, coisas que não nos damos conta até pararmos (in)voluntáriamente. Ficamos muitas vezes esperando os fogos de artifício, as afirmações das nossas atitudes, gente aplaudindo o que fazemos todos os dias e, quando erramos, uma mão na cabeça vem sempre em boa hora. Buscamos os grandes feitos e realizações em tudo o que fazemos e ficamos tentando manipular a forma como as coisas vão repercutir (pelo menos eu fico), nossa quanto desgaste! E foi só tirar umas férias de "mim" para descobrir que eu sou muito mais do que pensava ser, estou começando a me descobrir em detalhes e feliz com o que venho encontrando.
Enfim, estou de bem com a vida e queria dividir essa energia com todo mundo. Muita gente, acostumada aos tais "feitos" pode se/me perguntar o que aconteceu de tão bom. E eu vou responder: EU ACONTECI!
É isso mesmo! Nada de extraordinário, nenhuma mudança brusca, a mesma vida de sempre e a certeza de que é isso que me faz feliz, do jeito que está. Tem coisa melhor do que essa consciência de que não se precisa de mais? Tanta gente busca isso, inclusive eu. Posso até voltar ao desassossego de antes, por algum motivo, mas hoje quero aproveitar mais estes dias na companhia dessa nova pessoa que existia aqui dentro e que nem eu mesma conhecia. Buscamos tantos estímulos fora da gente sem notar que somos um mundo de coisas ainda a serem descobertas (filosofias, rsrs).
Mas é isso, em uma conversa com uma amiga muito querida eu disse uma coisa a ela que terminou por me marcar, estava falando que 2009 tinha sido um ano de muitas dúvidas e de repente pensei: "muitas vezes precisamos visitar as dúvidas para embasar as certezas". Eu fiz isso em 2009, visitei todas as minhas dúvidas para começar o ano com uma única, libertadora e valiosa certeza: a de que ser eu mesma é a melhor de todas.

Bom início de ano!

Beijos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Balanço



Aos poucos 2009 vai dando sinais de partida, vai tirando as roupas do varal e colocando uma a uma na mala, ele cumpriu sua meta: um ano cheio de acontecimentos, mudanças, coisas importantes que marcaram o mundo.
E 2010 está esquentando as mãozinhas para entrar em campo, cheio de promessas para ser grande e bom, de histórias para contar, quase como um campeonato, ele vai tentar ser melhor que 2009.

Neste período é normal fazermos um balanço do ano que passou, de quem fomos, do quanto mudamos e começarmos a esboçar planos do que queremos em 2010, pensar nas realizações que este novo ano vai nos proporcionar é um desafio. Afinal acabamos de receber uma folha totalmente em branco e precisamos preenchê-la, caberá a nós decidir se vamos colorir, deixar em tons de cinza ou simplesmente se ela continuará branca do jeito que nos foi entregue.

Mas tem algo que não muda e a carga vai ser sempre nossa, decidir é algo que fazemos todos os dias e um simples "sim" ou "não", palavras tão curtas, sonoras e opostas podem nos aproximar ou afastar completamente de uma realidade. Seria tão mais fácil se tivéssemos uma máquina onde pudéssemos ver um trailler de cada "sim" e "não" que pensássemos em dar. Mas desta forma a magia do aprendizado não existiria, a vida seria tão mecânica, as pessoas certamente só iriam fazer o que lhes fosse mais fácil, menos doloroso e assim, seriam menos profundas e peculiares.

A graça da vida é essa, são os "sins" e "nãos" de cada dia, sejam eles fáceis ou difíceis, que nos apontam os caminhos. A escolha de um restaurante italiano faz com que o japonês seja excluído, a escolha de uma roupa deixa a outra no armário, a escolha de um emprego anula a outra proposta, um sonho adia o outro e a escolha de alguém acontece da mesma maneira. Muitas vezes encaramos as "aparições" de determinadas pessoas como algo inexplicável, simplesmente não as deciframos, noutras nem precisamos entender o motivo. Mas nada é por acaso: grupos se formam, casais apaixonam-se, amigos se fazem e se reconhecem, as pessoas sempre deixam marcas, por menores que sejam. Podemos passar um bom tempo sem nos lembrarmos de alguém, mas algum dia, por alguma coisa específica que só aquela pessoa saberia fazer, vamos lembrar e sorrir. Outras são tão presentes que nem é preciso entender o motivo de estarem próximas, mas independente do grau de profundidade das relações é bom saber que tem gente perto, diferente e igual, pessoas que nos ensinam e modificam a cada contato. E é por nós e por elas que tentamos ser melhores, que desejamos tudo de bom, é nelas que pensamos na virada de cada ano, criando uma corrente de boas vibrações para o outro que está chegando.

Em 2009 pensei em muita gente, assim como tantas outras pensaram em mim, uns foram recíprocos, outros não, mas sempre terão aquelas pessoas que vão ser lembradas sempre.
E aí está a graça e a mágica de tudo, nunca vamos conhecer o outro lado das nossas decisões, ninguém vai poder resolver nossos problemas e escrever a nossa história por nós mesmos, mas podem nos apoiar, estar do lado, segurar a mão e nos ajudar a caminhar quando a estrada for árdua, mas quando for feliz, por favor, que o espumante esteja gelado. É por isso que escolhemos as pessoas, para compartilhar a estrada, afinal de contas é muito ruim viajar sozinho.
A vida é assim: muitas vezes um dia feio e nublado, mas em outras aquele sol maravilhoso que aquece a alma e é por isso que vale a pena, a esperança do sol entre as nuvens é que transforma tudo.

Meus desejos são os mesmos de sempre, para mim e para os outros: quero poder sonhar, errar, aprender, rir, chorar, pensar, ler, quero verdade, olho no olho, abraços, beijos, mãos, ombros e mais tudo o que tiver direito. Quero amar, amar muito, tudo e todas as coisas. Aprendi que Natal é época de acreditar, de refletir e de sonhar sempre, pois é de graça e nunca acaba. Vamos valorizar o que é de verdade, estreitar os laços do coração (mesmo com as distâncias geográficas), ser útil (garanto que faz bem). Desejo para cada pessoa o mesmo que no ano passado e em dobro, dessa vez com ainda mais intensidade. Desejo uma listinha não só com os sonhos, mas com tudo o que já foi realizado, muitas vezes a felicidade se releva através da consciência do que se tem.
Desejo muito esta felicidade, seja ela arrebatadora e completa ou suave e completa do mesmo jeito. Desejo sorrisos sinceros, amigos perto, família mais perto ainda, amor, muito amor, por si mesmo, pelos outros e pelo mundo, isso sim torna a vida mais fácil e dá mais prazer de acordar todos os dias, colocar uma roupa, se olhar no espelho e sorrir para o dia, para as pessoas, para o mundo, para a vida.

Existe uma enorme beleza em saber que nada é estático e previsível, nem as horas, nem os anos e muito menos as pessoas, pois que se vá 2009 com a sensação de missão cumprida e que venha 2010 com a promessa de bons acontecimentos, que já estamos ansiosos, com os braços abertos e as taças cheias, prontos para brindar.

Feliz 2010!